Dia 3, Setembro.

Consegui dormir tarde depois de ontem. As notícias não foram as melhoras que eu poderia ter recebido, com lágrimas mais uma vez e meu rosto cada hora mais inchado e mais esbranquiçado.

Já faz um bom tempo que não sei mais o que é a vida fora de meu apartamento e faz também tanto tempo que não vejo mais o sol. Fechava minhas janelas, cortinas e me fingia de morta durante tanto tempo que nem sabia mais quem eu era.

Resolvi mudar. Não sabia que horas eram e muito menos como o tempo realmente estava. Peguei as minhas botas, e um vestido qualquer, verde e joguei sobre a minha cama. Tirei a calcinha, minha única peça de roupa que vestira naqueles últimos dias solitária e me dei o luxo de mais uma vez entrar debaixo do chuveiro com uma dosagem muito grande de coragem. Estava extremamente gelado quando liguei e aos poucos foi se aquecendo.

Vagarosamente deixei que a minha mão voltasse a experimentar o meu corpo e a me descobrir, deixando-a chegar a pontos que me arrepiava quando vagarosamente me tocava. Descobri que eu poderia, de verdade, voltar a sentir prazer comigo mesma e um momento tão intimo, me redescobrir, que nem uma adolescente que acabara de descobrir que ela poderia ser tão feliz sozinha quanto com um parceiro junto a ela.

Fiquei por aproximadamente uma hora com aquela água caindo na cabeça, sentada e encostada na parede com meus olhos fechados, relembrando meus únicos momentos sóbrios de felicidade comigo mesma.

Peguei a minha toalha, me enrolei a ela e deixei que o tempo me ajudasse a me secar enquanto abria a janela de meu quarto junto com as cortinas dele. Estava de dia. Meus olhos arderam e deixei que a toalha caísse, para que eu pudesse sentir o meu corpo nu junto ao vento e ao ar renovado daquela cidade.

Percebi que lá de baixo, um rapaz me observaria nua, admirando novamente tudo, mas não comentei nada. Deixei que ele me visse sem nenhum receio, apenas ignorei o fato.

Alguns instantes depois, eu peguei uma calcinha nova de dentro de meu armário, de renda, e coloquei a minha roupa em seguida. Estava destemida a realmente sair. O maior problema que eu tinha era justamente que não conseguiria mais falar nenhuma palavra sequer mais e muito pior me comunicar com as pessoas à minha volta que porventura viessem a falar comigo.

Tímida, desci aquelas escadas nos dois andares de meu apartamento, torcendo para que ninguém viesse a aparecer enquanto descia, justamente para não ter a chance mais de me esbarrar com alguém que seja um conhecido meu, mas que eu possa ter esquecido devido a minha mente ainda tão confusa.

Foi difícil conseguir andar de verdade. Estava magra e qualquer cheiro anormal, me deixara com desejo insaciável de querer me alimentar, o que talvez não fosse o possível.

Chegando em baixo, senti uma brisa leve em minha direção e novamente ouvi os passarinhos. É uma manhã de sábado. Algumas pessoas estavam correndo numa calçada que ficava justo ali em frente ao prédio, cercada de árvores, que nem em um cenário europeu de um filme qualquer de romance. Sabia que lágrimas iriam novamente escorrer do meu rosto, pois eu estava com tantos sentimentos na cabeça que nem sabia mais pensar direito e me emocionei com aquilo que eu via novamente após tanto tempo. Nada mudou.

Sentei-me em um banco e fiquei observando o tempo por um breve instante. Não fora perda de tempo, ainda mais que eu sabia que poderia estar fazendo a coisa certa, ganhando uma nova vida, talvez, uma nova chance para mim mesma.

Dei-me o luxo de ir a um comercio ali próximo. Mal sabia caminhar direito. Esbarrei-me sobre tantas pessoas que pensei que eles achavam que estaria bêbada, mas não. Respirei fundo, sabia que ainda tinha alguns trocados comigo e comprei um pedaço de bolo para comer. Fiquei lá deliciando aquela pequena fatia que poderia comprar e observei o tempo passar lá fora, ao pé de uma árvore, um Ipê com flores rosa que estavam caindo e deixando o solo colorido.

As barracas desmontadas, as pessoas se foram e a noite mais uma vez chegou. Estava eu estática vendo tudo o que eu estava perdendo. Perdendo o meu tempo sozinha e chorando por amor e por uma perda que tive.

Pensei: “Não acredito que eu fiquei chorando tanto, mas tanto mesmo por um amor sendo que na verdade a gente talvez nem se amasse direito, era apenas desejo e nada mais. Agora estou aqui perdida neste mundo em que eu poderia ter vivido muito mais e me deixando falecer por dentro. Fui tão idiota quando deixei partir a minha família e aqueles que realmente me ouviam e deixava serem ouvidos. O meu respeito foi embora quando eu resolvi abandonar todos eles por causa de meu orgulho babaca. Pobre coitada e bem aventurada daquela que deixou o tempo ser o devorador de coisas sem perceber.”

De volta ao meu apartamento, vejo aquele rapaz que deixei me ver nua inocentemente durante a manhã. Passo por ele como se fosse qualquer pessoa que poderia esbarrar normalmente, mas com um semblante envergonhado e um pouco diferenciado. Ignorei-o. Voltei ao meu recinto, retirei a minha roupa, nua estava novamente.

Deixei que a janela ficasse aberta para eu saber que eu poderia ter asas que nem um passarinho e poder ir e vir a hora que quisesse. Poderia sentir o frio ou o calor daquela noite em todo o meu corpo sem mais nenhuma influencia humana. Deixei que o tempo me conduzisse. Tentarei me repousar mais uma vez.

p.s: eu sei que posso ser feliz

Dia 2, Setembro.

Consegui finalmente dormir no silencio de meu apartamento, por mais que a sua voz ainda esteja em minha cabeça sussurrando cada hora mais alto. Consegui nas minhas humildes três horas de sono sonhar com aquele mundo que pedira alguma hora do meu passado recente.

Talvez meus sonhos sejam na verdade pesadelos de meus medos mais terríveis que posso vir a ter e a acreditar, mas por mais que me mostrem perdas, me sinto confortável sobre tudo isso que um dia passei antes.

Ainda não sei a minha razão de tanto ter amado alguém, poderia ser passageiro ou não, eu sabia de tudo aquilo e simplesmente eu já não acreditava em mim mesma pelo jeito. Perdi o meu amor próprio e com as pessoas que me amaram de verdade em alguma hora de minha vida, ignorei os meus amigos mais íntimos e absorvi em minha mente apenas aquilo que uma hora iria me deixar assim, mas agora eu sei que isso tudo não passava de um momento simples de minha vida e tenho ainda que aprender a superar ele.

O amor não é tudo, percebi em certo momento de minha vida monótona agora, depois que certos acontecimentos vieram a entrar em minha cabeça de forma tão repentina. Estava presa no amor e ignorei outras coisas que eram mais importantes para mim.

Recebi uma ligação quase uma hora depois de ter despertado com uma notícia que enfim, me fizera chorar mais ainda e me inferiorizar naquele meu mundinho. Sabiam onde eu estava, aqueles que eu deveria considerar como meu bem mais precioso: Meu leito materno. Infelizmente a noticia que não era das melhores, era apenas uma tia lamentando a perda de meus pais em um acidente de carro enquanto vinham me visitar.

Moravam a uma cidade com aproximadamente cem quilômetros de distância daqui. Me pego refletindo sobre todo o meu passado e minha infância que sofri e fui negada por muitos, inclusive por eles mesmos. Sempre fingia que eu, a filha mais velha, estive bem e feliz ao lado deles até deixar de lado aquela vida. Não sabia que por mais que eles fossem o que eram, eu era feliz e tinha do meu lado duas pessoas que sempre me amaram de verdade.

Foram muitos os tapas, as brigas e as discussões que tivemos que me feriram, me judiavam e me faziam me sentir infeliz, mas nenhuma delas foram piores que as surras que vim a levar da vida.

Agora eu sei que não estão mais comigo e aqui me encontro sozinha, como durante muito tempo me senti, mas ainda percebo que suas almas ainda podem perambular à minha busca.

Eu poderia me esconder mas sei que não conseguirei pois estão tão morta em mim que já não conseguiria mais me levantar desta cama, nem ao menos para me levar à aquele sofá onde poderia gastar a minha última carteira de cigarros.

Meu rosto estava enrugado e vermelho por causa do choro. Por mais velha que eu seja eu sei que a minha aparência ainda é tão jovem.

Rezei pela primeira vez nestes últimos meses em que eu estive sozinha, após mais uma tentativa de dormir, por mais em depressão que eu tenha caído.

Lembrei de novo de minha infância, vivendo junto de meus dois irmãos menores em um dia em que me cortei gravemente brincando com facas. Pensava que eu ia morrer naquele instante, mas eles, meus pais, me ajudaram. Foi um momento de desespero que eu não sabia o que fazer, mas eles sempre estavam ao meu lado e eu nunca dei uma chance a mim mesma quando estive com raiva ou eles também de mostrar que éramos felizes por mais diferentes que fossemos.

Minhas lágrimas voltam a cair pelo meu rosto agora, neste breu tão gélido, onde a possível e única iluminação seria dada por meus pensamentos ou por velas acendidas em cima de meu guarda roupas.

Agora eu estou tendo a certeza de que sei o que é saudade. Tive de experimentar isto na pele da forma mais intensa possível para saber a verdade. O amor de um rapaz ou de uma moça que porventura eu tenha tido, nunca foi pior que esta perda. A perda de quem me gerou onde eu larguei a mão deles uma hora pensando que tudo ia melhorar e não percebia o que eu estava fazendo.

Deixo-me sozinha. Espero que com esta pena nas mãos e este papiro velho eu consiga prestar a minha última homenagem a eles neste triste inicio de setembro.

Não pude dar o meu ultimo adeus
Da forma em que eu realmente queria
Agora me resta apenas pedir a Deus
Que seus corpos sejam envoltos em alegria

Seja lá onde estejam
Saiba que aqui onde estou, fico arrependida
Talvez não tenha sido a sua filha mais querida
Silenciosamente os cortejam

Que venha a chuva ou que venha solidão
Sei que sozinha estou
E que o meu amor que me deixou
Guardarei junto comigo, então

Peço-lhes desculpas
Não teria aceitado de forma mais condizente
Aquelas que seriam as minhas próprias culpas
Sei que tudo o que passou sempre ficará em minha mente

Em forma de versos jogados
E também em minha garganta, pobres, engasgados
Não sei mais o que dizer
E muito menos o que por vocês eu poderia fazer

Arrependo-me de não ter voltado
E de novo, que nem antes ter deixado
Perdi a minha vida, aqui longe

Desculpem-me

Vocês são mais fortes que o amor que por alguém senti
E mais poderosos que o meu orgulho que não perdi
Minhas lágrimas hoje são pelo que não passei
Desde o momento que, eu sozinha, os deixei

Pode dizer neste momento que eu sou orgulhosa e eu aceitarei. Espero fazer algo diferente. Nesta sexta feira, admito, não consegui viver de verdade, apenas fiquei atrelada ao meu passado e as reflexões do que eu muito bem poderia ter mudado antes deste futuro escuro aparecer pra mim.

p.s: estou com medo.

Apenas continue respirando…

Sabe… Eu acredito em futuro, destino e esperança. Às vezes a minha mente pode ser tão fértil quanto a de John Lennon quando imaginou a música Imagine… Ele acreditou num futuro bom e eu sei que esse futuro por mais sonhado que seja, uma hora ele pode chegar.

Não estamos prontos para o futuro, passamos pelo presente, lamentamos o passado muitas das vezes e sonhamos com o futuro. Ok, há algo errado aqui: Passamos pelo presente, nós não estamos vivendo ele. Não digo que estamos vivendo mais porque parece que nunca vivemos, nós preocupamos tanto com o que as pessoas vão pensar (futuro) e com o que fizemos (passado) que não estamos nem ai pelo que está acontecendo neste momento. Sou uma prova viva disso.

Acredito que uma hora isso vai mudar, basta a gente (quando digo isso, somos todos nós, pais, filhos, irmãos, amigos, namorados, e até aqueles que não acreditamos ser pessoas mesmo) querer mudar algo em nós, fazer uma reforma por dentro de nós mesmos e saber que o futuro é agora e o passado são lembranças onde devemos lembrar as boas e tratar as más em um hospital dentro de nós.

Desculpe mais, diga mais bom dia, seja mais educado e se respeite e se ame acima de tudo. Eu mesmo estou tentando fazer isso comigo mesmo. Uma hora aprendo… Enquanto isso, fico aqui, apenas respirando e mudando a minha mente de pouquinho em pouquinho que daqui a pouco consigo alguma coisa 🙂

Dia 1, Setembro.

Esta é apenas mais uma noite que estou aqui sentada em minha poltrona. Pego meu cigarro na mesa do lado. A iluminação é baixa, amarelada, vinda de um abajur que está exatamente do meu lado esquerdo. Poupo minhas roupas, pois o calor ainda dominava por mais que o ar condicionado esteja ligado.

Meu rosto único, minha boca seca e meus lábios esbranquiçados revelavam junto à vermelhidão de meus olhos o que eu havia feito naquele dia. Marcas e manchas ainda estavam ali, não dolorido apenas o meu corpo, mas como também a minha mente trêmula do que havia passado.

Meus olhos, singelos e tentando ser inocentes não retratavam a realidade. Eles mentem e não mostram mais o que eu gostaria de ver. Poderiam ter entrado em depressão, a pior depressão de minha vida, mas não. Chorei. Deixei que as lágrimas caíssem vagarosamente pelo meu rosto suave e aveludado, preenchido com um blush natural de minha pele. Meu sorriso não estava mais ali. Perdi-o silenciosamente. (more…)

Mais Uma Poesia Sem Título

Fiz esta poesia no dia 15 de agosto deste ano e resolvi publicar ela agora. Existe uma outra que publicarei em breve que escrevi há muito mais tempo, mas foi em inglês mas eu gostaria de publicar em português, então, espero que gostem.

Um simples olhar
Naquela noite um lindo luar
Me fraquejava ao respirar
So de saber que iria estar
Ali perto, a me observar

Agradeço pela lua
Ou o Sol, mesmo não sendo tua
Sentarei-me à beira da sua rua
E imaginarei seu semblante nua

Não me de motivos para ter prazer
A unica coisa que preciso mesmo é lhe agradecer
O belos momentos que vieram a acontecer
E hoje me fazem engrandecer

Apenas fiz pensamentos soltos
Escrito meio e quase tortos

Tiro de mim a licença poética para lhe agradecer
Aqui ainda não consigo lhe explicar
O valor que tens sobre mim

The Last Happy Sunset

Este desenho foi feito completamente a mão, baseado em uma foto real, a foto que eu até hoje acho a melhor, mais simples e mais emotiva que já tirei de outra pessoa.

Foi um processo longo e demorado, mas sim, é a minha maior inspiração que tive até agora, talvez este seja um dos meus melhores objetos de design feitos até hoje.

Batidas Suaves da Música Ainda Não Concluída

São violões, violas, violinos
Um compasso controlado
Guiado e seguindo um maestro
E sua partitura, rigorosamente

Eles me inspiram, me fazem pensar
Penso demais, não sei ainda
Vou concluir aquela música não concluída
Ou jogarei fora as partituras da orquestra

Seja lá o que vou fazer, quero o melhor
Quero ouvir a orquestra mais uma vez
Tocar até o melhor ponto da música

As batidas suaves e regradas
No compasso de quatro por quatro
Me dizem que tudo vai melhorar

As peças

Desencontro as peças que encaixamos
Já não sei mais quem as tirou dali
Apenas foram bagunçadas
Espero que pelo vento, que sejam arrumadas

Talvez elas se encaixem novamente
Ou nunca mais elas podem ser encontradas
Foram de pouquinho em pouquinho
Uma só bagunça as desarrumou

Paro e reflito agora
Eu errei bastante em querer ajeitar
Queria que tudo fosse perfeito

Aquela noite, tinha um luar
Mas a chuva levou algumas peças
E meu quebra-cabeça desapareceu

Poesias e Segredos

Oi, tudo bem?
Gostaria de contar uma última coisa
Vista sua roupa, você vem?
Pegue logo a sua bolsa

Fico aqui esperando
Sabe a resposta que não me deu?
Às vezes sozinho e sonhando
O tempo que não se arrependeu

Hoje te conto em prosa
Aquilo que não te gosta
Dou-lhe uma pequena rosa
Você dá-me a costa

Vai-te embora mesmo?
Sei que não, espero pelo menos

Apenas mais uma história qualquer

Sabe? Sempre tem aquela coisa chamada de tempestade, depois vem a calmaria e então podemos sair em busca dos sobreviventes. Os que realmente sobrevivem dentro da gente são aqueles que em alguma hora importam para a gente, quem sabe.

Não sei exatamente se estou no meio da tempestade ainda mas espero que eu já tenha saido dela há algum tempo e eu possa recuperar novamente tudo o que passou, recuperar o tempo perdido ou o tempo que ganhei nestes ultimos tempos.

Você sabe, uma hora vou te encontrar e vou fazer de tudo para que eu possa ver novamente o seu sorriso, por mais que eu tenha lhe ferido em algum momento ou que alguém tenha avisado alguma coisa sobre mim que talvez não seja mais a verdade absoluta.

Saiba, desta história quem se machucou não foi eu, fomos nós dois e espero que em alguma hora possamos voltar a tudo como era antes.

M’emmener la bas!

Oui, nous savons ce qui s’est passé aujourd’hui.
Qui est le coupable?
Je ne sais pas. Peut-être que moi-même.
Peut-être vous.
Un jour, nous allons voir les uns les autres.
Nous allons de ce sourire.
Ou nous allons pleurer pour cela.
Vous savez peut-être …
Tu étais tout ce que j’avais.
Maintenant, vous êtes juste … quelqu’un.
Quelqu’un qui je veux.
Quelqu’un qui je dois à mes côtés.
Juste pour me faire écouter pendant que je suis à pleurer.
Juste pour me serrer quand il fait froid.

Ceci est mon dernier adieu.

Márcio Henrique – Novembro 2011

Qual o seu nome?

Descomprometido com o mundo. O compromisso feito apenas de papel passado e não registrado, deixado de lado. Me mostra aos poucos quem é quem deste jeito. Descobrimos nomes nos ares, simplesmente assim.

Não sabemos mais quem é o que no final das contas, somente sabemos que somo isso o que estamos aqui hoje.

Sartre estava certo em uma frase épica, quem sabe, Confusio também estava certo o tempo todo há milhões de anos atrás.

Registramos nomes e pensamentos dentro de algo que chamamos de cabeças, invertemos prioridades e metas. Tudo depende do que estamos fazendo.

Sabe, a guerra pode começar a qualquer momento, imagine um presidente americano sendo cogitado como um mediador de paz no oriente médio. São apenas nomes. Nomes que aprendemos. O significado e o significante apenas vem acompanhando eles conforme o tempo.

Tanto me disseram sobre tudo que ignorei

Uma das primeiras coisas que me disseram sobre ela foi que eu deveria abrir os olhos. Ignorei, parti, continuei em frente. Me mostraram diversas vezes fotos, conversas e coisas que eram para me ter feito desistir de quase tudo, mas não, continuei ignorando.

O motivo de ignorar tantas vezes eu lá mal sei o porque e nem por que continuei, apenas sei que continuei correndo atrás.

Por mais que tenha demorado 130 dias até eu conseguir um dos meus objetivos iniciais, percebi que o que eu queria mesmo não era era aquilo, era muito mais e era algo que eu já tinha conquistado. Confiar nas pessoas é complicado, às vezes temos de esbarrar de frente com os nossos amigos e nossos antigos amores, mas quando a gente conhece alguém que de tão especial é, fazemos de tudo para ficar do lado dela.

O ciúme existe, ele tem de existir, é uma prova que temos de passar e que temos de apenas nós controlar em frente aos desafios da vida. Estou aqui, sinto ele – sim, claro, confesso que sempre sinto quando não estou perto – e tenho de deixar acontecer as coisas, deixar as pessoas viverem.

Algumas vezes as pessoas testam a minha ignorância para obter informação e elas mal sabem que sou ignorante o suficiente que as vezes consigo mentir para elas. A verdade é algo que fica restrita a você e aqueles que você quiser. O nome disso talvez não seja somente confiança, talvez seja amor também.

Nos últimos dias descobri mais um significado de amor e vi que ele não tem nada a ver com beijos calorosos, sexo ou coisas do tipo. O amor verdadeiro é a amizade junto com o respeito e o carinho entre uma ou mais pessoas. Podemos amar muitos, estar apaixonados por poucos e bons. Quem sabe.