Decreto-lhes mortos.

Observem si mesmos
Parem de gritar
Parem de pedir para outras pessoas
Observem quem é você

Acredite em sonhos
Eles se tornam realidade
Uma hora viram saudade
Então, pare. Observe

Você é quem você pediu?
Nasceu, viveu e simplesmente apenas existe
Exista para mudar algo
Mude algo em si, pra melhor

Parecem mais loucos
Correndo atras de moedas
Ignore meus versos
Amasse seus documentos

Observe.
Você está gritando novamente
Agora já de forma inconsciente
Está perturbando alguém.

Seja humilde e fale menos
O silencio é um grande pai
Carrega segredos mas também o amor
Vive no fundo, observe.

Reze, mas cuidado com suas crenças
Foi criado com mitos desde criança
Acredita mesmo em tudo o que vê?
Desculpa, não acredito em sua ignorância

Pare um segundo você.
Não reclame mais
Converse, ouça.
Decreto-lhe morto para mim.

Planos errados

Vivemos fazendo planos errados
Sem rumo e sem resultados
Passando a perna em si mesmo
Pensando que o outro é o mesmo

De novo me descubro
Mais um erro que eu cubro
Pensando ser diferente
Na verdade, não passou de um demente

Cria e recria
Elabora e se desafia
E, nossa, quanta agonia

Com tantos planos errados
Desafios pra mim atrasados
Vivo pensando estar adiantado.

 

Novembro 2012

Moça, um café e um pão de queijo.

Paro por alguns instantes e começo a observar o que de passa por tudo em volta. Aquilo que se vai e aquilo que se fica. Momentos de reflexão profunda e sozinho, sozinho com a natureza de mim mesmo, sem a real fauna ou flora.
Parecem vultos desorientados, sem uma razão e nem ao menos um objeto de ser ou viver, apenas querem existir de alguma maneira. Então comigo mesmo chego a conclusão do que seria realmente viver.
São pessoas que passam pela gente com os mesmos problemas que sempre achávamos que seriam apensas nossos mas na verdade nunca foram apenas nossos. Somos egoístas e não queremos compartilhar nada, nem ao menos uma gota ou dose de alegria um com o outro. Somos criaturas que somente pensam em si mesmos.
Perdemos horas de nossas vidas fazendo aquilo que menos queríamos e no final descobrimos que tudo o que tivera feito foi em vão. Construímos uma imagem ridícula de nos mesmos e acreditamos veementemente que estamos sempre com a verdade. Não passamos de um nada neste momento.
Um café para ficar acordado e um pão de queijo, de preferencia um que fique com o gosto na boca pelo resto do dia. Pelo menos assim lembrarei o quão amargo sou e quanto saboroso poderia ser ao tentar ser alguém diferente.