Cartas

Uma tela: várias cartas.
Pego uma, outra aqui e outra ali, empurro para esquerda e duas para direita.
Leio, analiso, me encanto por um retrato.

Acabaram as cartas, desligo aquilo de mim, adeus.

Prosa, verso, me prova

Ser humano ou ser humano? Não sei o que significo, não sei o que penso. Não quero ser humano, humano ser eu penso. Me prove devagar, me transforme de prosa em verso, experimente me tentar, apesar de palavras confusas eu ainda continuo a escrevendo à torta e direita sem pudor ou licença, apenas pelo bem prazer da licença poética para qualquer coisa escrever.

Sono lento

Lento vou dormir
Fecho um olho, fecho o outro
Sinto que devo ir
Sei que debaixo da cama não tem monstro.

Acordo de repente
Um sonho, curioso me desperta
Que seria aquilo, uma serpente?
Apesar de tudo, não fico alerta

Meu sono fica ainda mais lento
Penso coisas ao relento

Meu sono não chegou
Amanheceu, ninguém ainda levantou