Pessoas de concreto

O ritmo frenético da cidade grande
O mascar do chiclete
O olho desconfiado
O beijo do casal na escada rolante

Movimenta de forma feroz
Te domina aos poucos
Entra dentro do seu ser
Coração fica acelerado

Pessoas, vidas diferentes
Cruzam e passam umas pelas outras
Logo passam, desaparecem
Nunca mais se encontram

De pouco em pouco
Se constroem,
Formam um único coletivo
Cidade grande, pessoas pequenas, vidas misturadas

Um drink

Sentado na mesa do bar
Ninguém à vista
Nem garçom nem pedintes
Não havia mais bebidas
Não havia comida
Queria um drink, afogar as mágoas
Me joguei fora de noite
Manhã de domingo
Ressaca bate minha cabeça no chão
Perdido, ganho, tanto faz
Eu que me joguei no lixo
Eu perdi o horário
Perdi o controle
Tudo por um drink.

Nostalgia

Paro e penso por um segundo quem que eu sou: sentado no quarto quase escuro, iluminado apenas por minha vela acesa em cima da escrivaninha junto à minha caneta de pena que tenho realmente pena dela, afinal não está mais sendo utilizada.
Nostalgia pura, um momento de silêncio, um momento que não vou passar em claro porém também não terei mais recordações depois de amanhã e nem sei se haverá o amanhã mesmo: sou um ser sem destino para o que vai vir.
Paro por um instante, escrevo um verso qualquer, tiro a minha pena da aposentadoria por alguns instantes para escrever algo que nem eu mesmo sei ao certo quem irá ler.
Será mesmo nostalgia? Não, apenas um devaneio qualquer.

Dois

Minha cama vazia
Te espera, inquieta
Meus braços estendidos
Travesseiro jogado de lado
Corpo estendido
Seu calor,
Sem amor,
Minha pele encostada na sua
Você me diz “eu te amo”
Minha mente, “eu te quero”
Você aí, eu aqui
Nos, no meio do meu pensamento

Mas quem é você?

Não te conheço.
Na arrependo ou agradeço?
Ou de você sumo ou desapareço
Seria afeição ou desprezo?

Sei lá, tão complicado
Me deixa até entredito um bocado
Quando perto, fico lisonjeado
Quando estou longe estarei acabado.

Me pergunto ainda,
Besta. Quem é você?

Love

“Love”, “love”, “love”, e mais “love” nas musicas: na letra, no título, na melodia. Será que isso seria um recado para que eu deixasse meu coração de pedra de lado e me deixasse levar e descobrir onde posso chegar?

Não sei, ainda tenho um medo desse tanto de “love”. Apenas não queria queria que o “love” se transformasse mais uma vez em “sadness”.

Iguais

Por mais diferente que todos nos possamos ser, acabamos sendo diferentes de uma forma ou outra. Não sabemos ao certo o quão diferentes somos: não importa religião, opção sexual ou língua, cor ou qualquer outra coisa que colocamos na cabeça uns dos outros. Uma coisa que me intriga a todo instante é o fato de uma pessoa julgar a outra só pela aparência ou pelo que ela faz: se você é um catador de lixo ou um empresário pra mim tanto faz, continuam sendo iguais, continuam tendo uma vida, continuam tendo seus amores e amores platônicos.
Não é porque sou assim do jeito que sou que deveria me render a ser outra pessoa: sou assim porque sou igual a você porém acho que você não sabia disso ainda.

Confiança

Confiar é algo que não surge do dia para a noite ou da noite para o dia: envolve respeito, admiração, carinho e até amor (no sentido puro da palavra) para confiar em alguém. As vezes a confiança está depositada em pequenos pensamentos que você disse e a outra pessoa guardou no coração mantendo segredo e a admiração que tem por você.

Nada é definitivo, nem a confiança. Mas enquanto eu confiar, minhas promessas serão cumpridas e a felicidade será uma prioridade.

Life

Life isn’t about doing or being anything in particular. It’s simply about just doing and being, period. It’s about taking risks; saying something that is hard to admit, giving your heart with the possibility it could break, taking spontaneous trips, doing things you’ve never done, doing things that scare you, getting on a train with no destination in mind, hopping on a plane with nothing but your hopes and dreams, applying for your dream job, admitting your flaws and then embracing them, then admitting your gifts and embracing those also. It’s about fixing mistakes. It’s about being there for others. It’s about give and take in relationships. It’s about empathy. It’s about being one amongst and alongside many. We do not live a life in isolation.Life isn’t about achieving a destiny or a title or reputation. It’s about BEING. We’re all given a life. We are all surviving, and we should be LIVING. If you’re one who feels they aren’t living, then why not? Are you finding yourself excuses, blaming the economy, media, society and/or your peers? No money? Too young? Too old? Not the right time?

— Sjana Elise

Pessoas e pensamento

As pessoas sempre estão pensando que alguma coisa é totalmente verdadeira. Eu nem ligo, mas tem horas que fico chateado quando alguém vem dizer para me comportar como um rapaz da minha idade. Outras vezes, me comporto como se fosse bem mais velho – no duro – mas aí ninguém repara. Ninguém nunca repara em coisa alguma.

O apanhador no campo de centeio

De corpo e alma

Vim nu, apenas minha alma aparente
Sem sequer ser convidado
Me mostro disposto e animado
Para uma momento diferente

Me entrego o corpo como um todo
Sem pudor ou medo
Me descrevo com desejo
Não somente aquilo que no espelho vejo

Me levo, me deixo partir junto
Me entrego de corpo e alma
Me leve para longe daqui

Abuse da sorte e da vontade
Faça-me teu refém nesta noite
Daqui, sobrarão apenas segredos.