Nostalgia

Paro e penso por um segundo quem que eu sou: sentado no quarto quase escuro, iluminado apenas por minha vela acesa em cima da escrivaninha junto à minha caneta de pena que tenho realmente pena dela, afinal não está mais sendo utilizada.
Nostalgia pura, um momento de silêncio, um momento que não vou passar em claro porém também não terei mais recordações depois de amanhã e nem sei se haverá o amanhã mesmo: sou um ser sem destino para o que vai vir.
Paro por um instante, escrevo um verso qualquer, tiro a minha pena da aposentadoria por alguns instantes para escrever algo que nem eu mesmo sei ao certo quem irá ler.
Será mesmo nostalgia? Não, apenas um devaneio qualquer.

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