O preço de um “like”

Conectados. Sim, estamos praticamente conectados hoje e não importa se você é criança ou adulto – você está na grande rede dos computadores e bases de dados que sabem tudo sobre a sua vida e a vida… essa tomou outro rumo.

Quantidade ou qualidade? Os dois ao mesmo tempo ou apenas um jeito de tentar se destacar mostrando a desgraça alheia? Um “curtir” pode ser mais pesado do que você imagina. Você realmente é assim na sua vida real em seu dia a dia? Provavelmente está virando. Viciados em cliques e apertos de tela em 140 caracteres por minuto em busca de alguém que vá ler aquilo. Eu não estou nem aí com seus sentimentos, apenas estou atrás do famoso que disse uma atrocidade e terá filhos. Sim, é assim a internet dos tolos.

Compartilhamentos em bilhões por segundo: fotos, textos, imagens. Você já parou para pensar até onde um post seu pode chegar e o alcance daquilo dentre seus amigos? Não. Você não está ajudando o bebê com câncer compartilhando uma imagem mal feita no Word e que nem tiveram coragem de alterar a fonte padrão. Você está mostrando pra um de dez que replicarão aquela mensagem para outros dez. Compartilhado com sabedoria ou apenas porque era bonitinho? A internet suga a sua cabeça para um mundo paralelo que não existe.

A vida está se tornando banal, tão banal quando o seu “estou indo” naquele evento que você colocou para te alertar no dia e que você provavelmente não irá para curtir mas sim para ganhar status na maioria das vezes. Será que vale a pena mesmo ou o seu mundo é tão diferente assim? Você perdeu a sensibilidade de privacidade. Não é porque você é o que dá check-in na noite ou diz que comparecerá naquele lugar que quer dizer alguma coisa. Guarde para você algumas informações e proteja-se. Tudo é registrado e gravado para sempre para traçar seu perfil, seu dia e inclusive para mostrar para os outros, de outros e de um que provavelmente não quer o seu bem.

Estamos rápidos demais, estamos burros demais. Gênios da tecnologia já sabiam o que ela poderia trazer e mesmo assim ignoramos o “continue com fome, continue tolo” sendo simplesmente espertos demais para mostrar demais. Uma selfie de desespero de si mesmo mostrando aquilo que você acha que é, porém esqueceu que existem pessoas do seu lado. Pessoas de verdade.

Não digo pra parar de compartilhar ou dar likes ou ir para festas que você encontrou na web. Apenas é um alerta para refletir até onde um fato ou algo pode chegar se você não tomar cuidado. Não sabemos quem somos de verdade por trás das telas.