Dia 15, Setembro.

Minha, meu. Independente do que eu pense, hoje vou sorrir mais uma vez. Meu rosto inchado do último tapa que me deste e ainda com as marcas de seus dedos ainda me sinto acariciada por tudo isso como se esse calor na verdade fosse seu e não aquele produzido por mim.

Loucura? Loucura seria se eu tivesse colocado fogos em todas as partes perto de sua casa para te acordar mais uma vez de noite assustado com a lembrança de nosso último setembro na beira de um lago segurando aquelas velas especiais que víamos o reflexo na água.

Não fui contida pela lágrima maldita que insistiu em descer da lembrança mais profunda e que eu finalmente me despedi diversas vezes e busquei a felicidade. Meus pés descalços estão novamente caminhando sob as árvores recheadas em flores amarelas gritando com o meu eu interior.

Mandei um beijo para o vento, levitei sobre a grama não mais tão verde e observei os vazios de uma noite iluminada por apenas um poste qualquer na rua perto de meia-noite, meia vida para mim? Sentei-me em um balanço que estava indo e voltando sendo empurrado pelo vento porém comigo em cima nada mais aconteceu. Estava ali novamente e só.

Me sinto feliz, me sinto com um vazio, não me sinto mais. Será que chegou o momento de simplesmente achar que metade de mim se desfez quando acreditei na alegria e que havia me libertado de tudo que havia feito antes? Bobagem.

p.s.: preciso fechar meus olhos da realidade

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